2 DE ABRIL // DIA MUNDIAL DA CONSCIENCIALIZAÇÃO DO AUTISMO

O Dia Mundial da Consciencialização do Autismo foi decretado pela Organização das Nações Unidas em 2007, sendo a data celebrada mundialmente hoje, dia 2 de abril.

O termo Autismo provém da palavra grega Autos, que significa Próprio/Eu e Ismo, que traduz uma orientação ou um estado de espírito de alguém que se encontra invulgarmente absorvido em si próprio.

A Perturbação do Espetro do Autismo (PEA) é uma disfunção grave e precoce do neuro-desenvolvimento que persiste ao longo da vida, podendo coexistir com outras patologias. Tipicamente a PEA caracteriza-se por uma tríade de manifestações clínicas que atinge sempre as áreas da comunicação, da interação social e do comportamento.

 

A ONU ESTIMA QUE UMA EM CADA 150 PESSOAS SOFRA DA PERTURBAÇÃO DO ESPETRO DO AUTISMO.

O Autismo é um espetro e, como tal, pode manifestar-se de diferentes formas e apresentar gravidades mais e menos profundas. Existem pessoas com autismo que podem cuidar de uma casa, ter família e emprego, tal como outras não conseguem adaptar-se ao mundo que as rodeia.

Em crianças, as pessoas com autismo têm dificuldade em desenvolver empatia social – compreender os pensamentos de outras pessoas, as suas emoções, comportamento e linguagem – bem como em compreender conceitos como o “faz-de-conta”, causas e consequências. Para o melhor acompanhamento da pessoa com PEA, um diagnóstico precoce é fundamental.

As crianças com PEA podem ainda apresentar outras características. Damos alguns exemplos:

  • Inibição motora
  • Mutismo
  • Dificuldade em suportar mudanças de ambiente/ atividade
  • Recusa em procurar ou aceitar carinhos / contacto físico com o outro
  • Dificuldade em aceitar estímulos sonoros, táteis, olfativo, gustativo ou visual
  • Gosto pela imitação de sons ou de movimentos
  • Dificuldade em estabelecer amizades

Não existe um tratamento que elimine as características desta perturbação, mas é possível, com um trabalho em equipa (que envolve sempre a família, a escola, os médicos, terapeutas, bem como todas as pessoas relevantes) ajudar a pessoa com PEA a desenvolver as suas capacidades. Este trabalho permite uma melhor adaptação das crianças e adultos à vida em sociedade, bem como a adequação dos seus ambientes às suas forças e necessidades, para que, com as suas características únicas, sejam plenamente participantes  e enriqueçam a vida à sua volta.

Referência

Dra. Ana Campos – Terapeuta da Fala
Dra. Inês Mestre – Terapeuta da Fala